Estaria a mentir
Os últimos tempos têm sido algo agitados. Podias pegar neles e transformar cada momento numa pedra colorida e guardar num frasco de vidro transparente. Cada cor um sentimento, cada cor uma situação, cada cor uma recordação. Esse frasco seria a minha memória, o portefólio da minha existência. Eu olharia para esse frasco e o que é que ele me diria?! Uma infinidade de coisas...
Tenho a vantagem de ter este espaço ao qual posso recorrer e deixar algumas dessas pedras espalhadas, alguns fragmentos. Os que não ficam aqui, são como fogo de artificio que é lançado ao encontro das nuvens ou da lua, ao encontro de um céu que me olha e no qual posso confiar. Um fogo de artificio onde as minhas palavras assumem diversas formas, diferentes direcções, cores distintas e sons diversos. É um fogo de artificio que pode causar impacto, quer pela positiva, quer pela negativa. Mas o importante é saber que estará lá alguém atento a olhar para o céu a assistir àquilo que sinto, àquilo que digo, é esse o poder e a plenitude da partilha [que também tem sido algo que não me tem feito ficar indiferente].
O efeito só surge depois da causa e quando nós próprios somos a causa de determinados incómodos ou imperfeições, há que reflectir, olhar para trás, procurar as pegadas e voltar a percorrer o trajecto na tentativa de perceber onde é que estavam as pedras ao longo do caminho, quando é que fomos a própria pedra, onde é que tropeçamos? Perco algum tempo a fazer isso e às vezes pergunto-me se isso valerá a pena [perder esse tempo]! Não será mais fácil pensar que, somos como somos, e percebermos que nunca poderemos agradar a todos? E que a tentativa de alcançar esse feito, iremos ficar perdidos pelo caminho e eventualmente nunca chegar a lado nenhum a não ser a becos sem saída?
A vida é um mundo estranho que decorre num mundo complicado! Hoje resta-nos as recordações de infância, onde a palavra "preocupar" [juntamente com muitas outras] não fazia parte do dia-a-dia, o mundo dos adultos era só dos adultos e para que é que havíamos de interferir?! Em alternativa temos também o mundo dos sonhos, onde tudo pode acontecer e onde somos nós a ditar a regras novamente, sem preocupações, sem limites, sem medo do amanhã.
Todos nós sabemos que um dia tudo acaba, mas porque também sabemos que enquanto não vivermos o suficiente [há tanto para ver, ouvir, sentir, partilhar], temos de tentar encontrar motivos para sorrir e continuar a fazer parte desse mundo, fazer um bom papel na nossa história e na história de quem nos rodeia e para isso é importante contar com as bases mais importantes, a família e a amizade. Como é que se vive sem essas bases [cada uma com a sua importância, mas ambas imprescindíveis]?!
Eu ainda não estou pronto para partir, e se nesse momento dissesse que sim [apesar de haver dias desses] estaria a mentir.
"Long walks in the dark through woods grown behind the park,
I asked God who I'm supposed to be.
The stars smiled down on me, God answered in silent reverie. I said a prayer and fell asleep.
I had a dream
That I could fly from the highest tree.
I had a dream.
Now I'm old and feeling grey. I don't know what's left to say about this life I'm willing to leave.
I lived it full and I lived it well, there's many tales I've lived to tell. I'm ready now, I'm ready now, I'm ready now to fly from the highest wing."
Tenho a vantagem de ter este espaço ao qual posso recorrer e deixar algumas dessas pedras espalhadas, alguns fragmentos. Os que não ficam aqui, são como fogo de artificio que é lançado ao encontro das nuvens ou da lua, ao encontro de um céu que me olha e no qual posso confiar. Um fogo de artificio onde as minhas palavras assumem diversas formas, diferentes direcções, cores distintas e sons diversos. É um fogo de artificio que pode causar impacto, quer pela positiva, quer pela negativa. Mas o importante é saber que estará lá alguém atento a olhar para o céu a assistir àquilo que sinto, àquilo que digo, é esse o poder e a plenitude da partilha [que também tem sido algo que não me tem feito ficar indiferente].
O efeito só surge depois da causa e quando nós próprios somos a causa de determinados incómodos ou imperfeições, há que reflectir, olhar para trás, procurar as pegadas e voltar a percorrer o trajecto na tentativa de perceber onde é que estavam as pedras ao longo do caminho, quando é que fomos a própria pedra, onde é que tropeçamos? Perco algum tempo a fazer isso e às vezes pergunto-me se isso valerá a pena [perder esse tempo]! Não será mais fácil pensar que, somos como somos, e percebermos que nunca poderemos agradar a todos? E que a tentativa de alcançar esse feito, iremos ficar perdidos pelo caminho e eventualmente nunca chegar a lado nenhum a não ser a becos sem saída?
A vida é um mundo estranho que decorre num mundo complicado! Hoje resta-nos as recordações de infância, onde a palavra "preocupar" [juntamente com muitas outras] não fazia parte do dia-a-dia, o mundo dos adultos era só dos adultos e para que é que havíamos de interferir?! Em alternativa temos também o mundo dos sonhos, onde tudo pode acontecer e onde somos nós a ditar a regras novamente, sem preocupações, sem limites, sem medo do amanhã.
Todos nós sabemos que um dia tudo acaba, mas porque também sabemos que enquanto não vivermos o suficiente [há tanto para ver, ouvir, sentir, partilhar], temos de tentar encontrar motivos para sorrir e continuar a fazer parte desse mundo, fazer um bom papel na nossa história e na história de quem nos rodeia e para isso é importante contar com as bases mais importantes, a família e a amizade. Como é que se vive sem essas bases [cada uma com a sua importância, mas ambas imprescindíveis]?!
Eu ainda não estou pronto para partir, e se nesse momento dissesse que sim [apesar de haver dias desses] estaria a mentir.
"Long walks in the dark through woods grown behind the park,
I asked God who I'm supposed to be.
The stars smiled down on me, God answered in silent reverie. I said a prayer and fell asleep.
I had a dream
That I could fly from the highest tree.
I had a dream.
Now I'm old and feeling grey. I don't know what's left to say about this life I'm willing to leave.
I lived it full and I lived it well, there's many tales I've lived to tell. I'm ready now, I'm ready now, I'm ready now to fly from the highest wing."
Que bem que me soube ler esta espécie de ode ao Ser, de introspecção que se estende aos outros, de beleza serena e real nas palavras.
ResponderEliminarUma pérola que agradeço neste domingo de manhã.
Um abraço amigo
Boa música...há uns dias a ouvi algures :-p
ResponderEliminarO texto...o teu espaço fala da fragmentos, dos teus, e eu estaria a mentir que quando os leio não me revejo neles. Podemos ser todos diferentes, mas a igualdades que liga algumas pessoas a outras parte duma coisa comum a todos nós: os sentimentos.
Abraço,
Carlos