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Queixar-me ... terei direito?!

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Valerá a pena ter pena ou sentir remorsos por, devido a algum motivo, não termos ajudado quem ajuda nos pediu porque sabemos que a nossa ajuda pode, na verdade, ter mais de prejudicial do que benéfico?! É possível estar sossegado com tais decisões? Nessas alturas e em muitas outras, dava jeito, muito jeito, conhecer um mundo ou universo paralelo onde a realidade fosse mais amigável. Posso não ter tantas razões de queixa como outras pessoas têm, pois reconheço que tenho de estar grato por algumas coisas (ou muitas até), mas creio que também tenho o direito de me lamentar de vez em quando, nem que esse queixume seja apenas o silêncio destas breves palavras que ficarão aqui quase como "novas em folha" em virtude de serem pouco consumidas. Muitas vezes, e quase sempre em casos de doenças terminais ou com pouca probabilidade de cura, ouvem-se coisas relacionadas com o aproveitar o momento, viver o presente, viver um dia de cada vez...pois bem, desde há uns anos a esta part...

Desafio de análise de personalidade - IBM - WATSON

Ao visitar um site de informática que tenho por hábito visitar, reparei num artigo/notícia relacionado com um sistema da IBM que supostamente é capaz de fazer um "retrato" ou análise da nossa personalidade com base num texto por nós escrito que contenha no mínimo 100 palavras. Decidi experimentar, contudo a minha ideia era não escrever um texto demasiado pessoal pois nesse caso à partido o sistema tinha a "papinha" toda feita e aí não era possível avaliar a eficácia do dito sistema. Eis o link onde se encontra o exercício: https://watson-pi-demo.mybluemix.net/ Texto escrito para ser analisado: Decided to give a try to this challenge of trying to express myself through words. Always preferred to accept a challenge instead of accepting orders even though I consider myself to be a person that like to help others when they so deserve and when those persons mean something or so much to myself. Not sure if this thing of computer analyzing software will be a...

Essa proximidade entre pessoas

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Hoje é a nossa vez de passar por aquelas pessoas que, noutros tempos, não em séculos passados, mas em anos passados, nos reconheceriam sem dificuldade porque nos conheciam como sendo filhos de fulano e fulana tal, nos conheciam como sendo os rapazes da rua tal. Eramos crianças, até perto da adolescência, e ainda nos conheciam, depois, com o passar do tempo e após alguns anos afastados e sem ver essas pessoas, passada a idade da adolescência e passado aquilo a que se pode chamar os primeiros anos da idade adulta, passamos novamente por essas pessoas e é como se fossemos estranhos, pessoas novas que, suponho eu, elas pensam nunca ter conhecido na sua vida, crianças transformadas em adultos que nunca entraram em suas casas enquanto tal, que nunca souberam os nomes dos filhos delas, mas que na realidade sabem porque se lembram. Por vezes surge aquela vontade de, ao passarmos, perguntarmos como vai a Senhora "tal"? Lembra-se de mim? Filho de e de? Que morava ali na rua tal? Que...

Frase do dia...

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"O que se passa contigo?! Nunca te vi tão desligado do mundo!" Este não é  certamente o tipo de coisas que esteja habituado a ouvir, mas o frase em si também está sujeita a um contexto e obviamente que faz mais sentido quando analisada perante o quadro geral a que di respeito. No momento nem tive bem resposta para dar e o que ouvi não foi algo que mexesse muito comigo, contudo, como costumo considerar aquilo que me é dito, pois nos dias de hoje palavras sinceras  (mesmo que nem sempre agradáveis) nem sempre abundam e por isso dou-lhes o devido valor e não pude deixar de pensar nessa afirmação/observação que me foi feita. O curioso foi também ter sido proferida por alguém que à partida nem se preocuparia em dizer nada.

Into dust....

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Olho para a aquilo que se pode designar como tua representação digital e o que vejo é alguém que pareço desconhecer. Faço um esforço para ligar quem vejo à pessoa que outrora pensara conhecer, à pessoa que tenho gravada na minha memória. Devo dizer que esta tentativa de ligação não é uma tarefa fácil, já que a associação entre o antes e o presente sofre das lacunas causadas pelo passar do tempo, pela distância da terra e água que nos separa e pela ausência de convivência. Há quem consiga ultrapassar esses obstáculos recorrendo à tecnologia, pois para quem consegue tirar proveito da mesma, consegue manter os seus laços em saudável estado de saúde. Todavia, e como as pessoas por vezes têm a tendência de se fechar em conchas ou bolhas de ar invisíveis, essa ausência já se começa a sentir mesmo quando as pessoas ainda estão presentes fisicamente no mesmo espaço. A partir do momento em que o diálogo e a confiança se torna restrita, inicia-se o aparecimento de uma espécie de abismo o seu con...

A Rapariga no Comboio

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Será que este livro realmente justifica tanto alarido e que a questão de ter vendido tanto em tão pouco tempo é sinónimo de ser bom?! Não será um caso marketing para chegar às grandes massas?!  Penso que ultimamente (ou talvez tenha sido sempre assim ao longo dos tempos), incluindo na literatura, as pessoas gostam de seguir modas, tendências e uma das razões porque acontece é porque de alguma forma as faz sentir incluídas, faz-lhes sentir que têm algo em comum com outras pessoas. Mas o meu objectivo não é vir aqui criticar o sucesso do livro, antes pelo contrário, pois fiquei com vontade de saber porque consideram o livro "bom" e devo referir que a sinopse foi suficiente para também querer saber o que se passou. Talvez seja mais um livro para adicionar à lista dos "must read".

Parallels ou Planetas Terra alternativos

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Tal como muitas outras pessoas, vi Parallels pensando que se tratava de um filme, mas pelos vistos mais parece ser um episódio piloto para aquilo que poderia ser mais uma série de televisão. O que me levou a ver foi sem dúvida a possibilidade de ficar a conhecer novas versões do planeta terra (vejam o trailer), pois gosto de filmes/séries/histórias que mostrem algumas utopias ou distopias, permitindo-nos assim vaguear por mundos diferentes, mundos supostamente paralelos onde pessoas ou locais podem coexistir como sendo diferentes versões de si mesmo. Como referência pode deixar o exemplo de parte da série Fringe (pois nem toda ela se focou nos universos paralelos) que explorou de forma quase sempre satisfatória essa vertente dos universos alternativos. Aqui nesta série ou filme, tudo se encontra a um nível relativamente mediano. É daquelas coisas que ao ver na companhia de outras pessoas, e partindo do principio que seria uma sugestão minha, eu estaria sempre "com o pé atrás...