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18.9 - Aprender de cor quem se ama

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Aprender de Cor quem Amamos Não conheço a obra de onde foi retirado o excerto que aqui deixo hoje, mas por se tratar daquelas passagens que nos fazem parar para pensar ou nos fazem querer reler algumas vezes, achei por bem que a deveria guardar aqui no blog e partilhar com quem por aqui passe! Comportamo-nos como se as pessoas de quem gostamos fossem durar para sempre. Em vida não fazemos nunca o esforço consciente de olhar para elas como quem se prepara para lembrá-las. Quando elas desaparecem, não temos delas a memória que nos chegue. Para as lembrar, que é como quem diz, prolongá-las. A memória é o sopro com que os mortos vivem através de nós. Devemos cuidar dela como da vida. Devemos tentar aprender de cor quem amamos. Tentar fixar. Armazená-las para o dia em que nos fizerem falta. São pobres as maneiras que temos para o fazer, é tão fraca a memória, que todo o esforço é pouco. Guardá-las é tão difícil. Eu tenho um pequeno truque. Quando estou com quem amo, quando tenho...

18.8 - Passing by

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É certo e sabido que o tempo não volta atrás e com esta constatação em mente há que lidar com o pseudo-arrependimento de não ter aproveitado a oportunidade e o tempo de forma diferente.  Depois das coisas acontecerem, e de já conhecermos mais alguns elementos que entretanto eram parte do futuro, é de certa forma mais fácil pensar que saberíamos como agir ou reagir se pudéssemos voltar atrás, mas infelizmente não somos super-heróis com poderes para manipular o tempo e ainda não é possível viajar no tempo como se se tratasse de um filme de fantasia ou ficção científica. Assim, ficou a memória que é muitas vezes reavivada quando passo no local onde te encontravas naquele dia. Naquele dia em que passei e virei na rua à direita em vez de continuar em frente e dirigir-me ao local onde te encontravas. Teria tido certamente a oportunidade de conversar alguns minutos contigo e desfrutar da tua companhia. Não que se tratasse de uma conversa importante, com efeitos decisivos ou life ch...

18.7 - Two Friends

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Há músicas que, sem mais nem menos, nos acertam em cheio como um murro no estômago....no entanto, não se trata de um murro doloroso, antes pelo contrário! É o caso desta música que me apareceu nos ouvidos e que retrata com exactidão aqueles momentos em que nos dava jeito a companhia de um amigo com quem realmente pudéssemos contar, e vice-versa, ou seja, quando acreditamos que podemos ser a pessoa que pode fazer a diferença para alguém, pois também é importante sabermos que alguém tem confiança em nós!

18.6 - Magical building Magical persons

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E eu segui-te porque saberias a morada certa. Era o teu plano e sabia que estava em boas mãos, pois mesmo na tua simplicidade eras especial e destacavas-te de tudo e de todos os que te rodeavam.  Sabia que me levarias a algum sítio igualmente especial e afinal de contas, a minha intuição estava certa, pois assim que entrei no edifício fiquei maravilhado. A sua entrada ampla já tinha captado a minha atenção assim que entrei. Era uma espécie de salão, de tectos elevados, uma ampla divisão quase vazia e de linhas rectas e simples, com um aspecto limpo, rodeado de paredes brancas e painéis igualmente brancos com várias telas expostas, com um chão cinzento cor de cimento, e ao fundo umas escadas para onde te apressavas a ir enquanto esticavas o teu braço para que eu te acompanhasse. Apetecia-me ficar a ver as telas, mas certamente que depois teria tempo de o fazer. Entramos numa primeira sala, de estilo clássico e cuja época não consigo definir. Sentamos-nos um pouco e falaste de ti e...

18.5 - Ser igual e ser diferente

Hoje, e à semelhança de muitos outros dias que são dedicados a alguma causa, é suposto ser um dia para celebrar algo, nesse caso é o dia de homenagear o Pai. Para muitos surge a afirmação de que isso é algo que tem de ser feito todo o ano porque não nos podemos limitar a celebrar ou homenagear determinadas causas ou pessoas somente um dia no ano. No dia a dia quero ser diferente de ti e no dia a dia quero ser igual a ti. Quero ser diferente naquilo que desaprovo, naquilo que não gostei e nao gosto de ver num pai, naquilo que não considero um exemplo a seguir, embora nem sempre isso aconteça com sucesso porque por vezes só damos valor a certas coisas ou só as sabemos interpretar depois de as vivenciarmos.  Quero ser igual naquelas coisas que me transmitiste e que hoje em dia, de forma direta ou não, acabam por ser um bom exemplo, um bom conselho, um ensinamento. Nos dias que passam é relativamente frequente olhar para trás e ter pena de não ter tido mais exemplos, mais vivências, ...

18.4 - Mistery of Love - Sufjan Stevens

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“In my place, most parents would hope the whole thing goes away, or pray that their sons land on their feet soon enough,” Mr. Perlman says. “But I am not such a parent. In your place, if there is pain, nurse it, and if there is a flame, don’t snuff it out, don’t be brutal with it. Withdrawal can be a terrible thing when it keeps us awake at night, and watching others forget us sooner than we’d want to be forgotten is no better. We rip out so much of ourselves to be cured of things faster than we should that we go bankrupt by the age of 30 and have less to offer each time we start with someone new. But to feel nothing so as not to feel anything—what a waste!”

18.3 - A man called OVE

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Ainda não vi o filme, mas como acabei de ler o livro estou curioso em relação ao filme. No entanto devo dizer que após ter visto o trailer do filme o entusiasmo é relativo....não sei se isso se deve ao facto de ter imaginado as personagens um pouco diferentes dos actores que protagonizam o filme. Mas se calhar o melhor mesmo é ver e depois falar. Pelos vistos vai também haver uma versão americana do filme   (tem de haver sempre uma versão americana!)  que nesse caso será realizada, se não estou em erro, por Tom Hanks. Mas falando do livro e da personagem principal, OVE, posso dizer que a personagem em si acaba por ser de certa forma um estereotipo daquele tipo de pessoa que resmunga por quase tudo e que não dá o braço a torcer quando desafiam as suas convicções. Isso neste livro até que não é uma coisa má (essa espécie de personagem estereotipada), pois tudo o que é desenvolvido em redor disso está bem escrito e enquadrado, fazendo com que o resultado seja uma história bem...