Este é o espaço fisicamente virtual onde por vezes deixo algumas conversas que tenho comigo, conversas que tenho com outras pessoas e eventualmente com ninguém. Por isso não esperem encontrar muitos diálogos propriamente ditos (ou escritos), mas essencialmente divagações ... através das quais partilho o que sinto e o que penso e o que me inquieta.
18.2 - Voices - Kovacs
Obter link
Facebook
X
Pinterest
Email
Outras aplicações
KOVACS [Sharon Kovacs]
Geralmente escolho músicas cujas letras possam ter algum significado, quer este seja mais pessoal ou não. No entanto há excepções, ou seja, músicas que até podem não nos dizer muito, mas as vozes que as cantam, e a sua sonoridade/ritmo, prendem-nos de tal forma que não conseguimos deixar de as ouvir. Um exemplo disso são as músicas desta cantora/artista, como queiram chamar, que desconhecia até recentemente. Alguns ritmos das suas músicas parecem-nos familiares, e inclusive a sua voz parece ser uma mistura de outras vozes já por nós conhecidas, mas ouvi-la cantar e ver as suas expressões faciais são uma experiência diferente...pelo menos para mim.
Nesta...se querem ir directos ao assunto...é a partir do minuto 2:32 sensivelmente...
Se esta for a forma de poder estar junto de ti, pois que assim seja... A base que sustenta essa existência é muito frágil, mas ela existe, ela está lá, mesmo que se esfume lentamente e que seja guiada por um tempo imaginário, ela está lá. Tanto que ocupamos o mesmo espaço e sentimos, ou eu pelo menos senti, a surpresa de te ver mais uma vez pela primeira vez no mesmo local que eu. As palavras que trocamos, à semelhança de muitas outras coisas que queremos guardar na memória mas que, por algum motivo, não conseguimos, não as recordo minimamente bem para a partir delas construir um diálogo. Certamente fica comigo o consolo de, na irrealidade de, apesar de ser madrugada e o sol ainda estar de fora, não nos importarmos com o passar das horas, com o facto de já ser "tarde" no dia, e querermos apenas estar ali no mesmo espaço, a partilhar a nossa presença, a nossa companhia.
Somos feitos de palavras, construídos em frases e textos que nos definem e nos dão forma. Existimos porque as palavras existem e balançamos na existência ambígua de podermos ser tudo e ao mesmo tempo não sermos nada. Temos o infinito como destino porque as palavras assim o permitem. Materializam-se vivências, histórias de vida, preocupações, desejos, ambições, sonhos e vivem-se vidas derivadas de vidas reais recheadas de dilemas, impregnadas da tinta do dia-a-dia e sente-se na pele a tristeza das situações menos agradáveis que fazem sofrer e que fazem pensar e como se ainda não fosse suficiente, ainda conseguem fazer nascer a vontade de transformar esse mundo expresso em palavras num outro mundo, também composto por palavras, mas palavras mais leves e mais fáceis de suportar. Palavras que me permitem estar contigo e imaginar sentir para posteriormente sentir verdadeiramente que sinto as tuas alegrias, os teus sofrimentos e tristezas e pensar que estou presente nesses momentos...
Embora os últimos posts possam parecer que servem de publicidade para autores portugueses, a verdade é que não têm qualquer objectivo publicitário, mas sim de partilha. Para além disso o facto de os deixar aqui é porque a sua leitura o justifica [no meu entender obviamente]. Este (post), como o título indica, é dedicado ao livro "O Filho de Mil Homens" de Valter Hugo Mãe. Li-o na sequência da leitura do livro "A Desumanização" e quando digo na sequência não me refiro ao facto de as histórias estarem interligadas, pois não estão, digo-o simplesmente porque foi o prazer de ler um que me levou a querer ler o outro e foi uma escolha acertada. Este livro fala sobre a vida, sobretudo na perspectiva de uma vida solitária que é o caso de algumas personagens que sentem na pele a solidão e como se isso ainda não bastasse, têm também de sentir a injustiça do olhar, da cobiça e do mau agouro das outras pessoas sobre as suas vidas. De uma forma muito peculiar e ines...
Comentários
Enviar um comentário