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Até à próxima

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Eras uma adolescente e o tempo passou e a vida foi dando as suas voltas e num dia como os outros eis que apareces de novo em forma de foto acompanhada por algumas palavras. Olho para trás e o imenso tempo que se passou faz-me pensar que por este ter sido tanto é como se pudesses ter sido uma criança em vez de teres sido uma adolescente. Ler as palavras que acompanhavam a tua foto foi como te reencontrar e trocar dois dedos de conversa contigo, foi questionar-me por onde andaste ao longo de todos estes anos e que transformações sofreste enquanto crescias e o tempo passava, quais foram as cores dos caminhos que percorreste?! Como há coisas que acontecem por acaso [para quem acredita no acaso], ou talvez não, tive a oportunidade de te encontrar pessoalmente no dia seguinte e é como se me tivesse sido dada uma hipótese de ter as respostas para as minhas perguntas que surgiram depois de ler as palavras que acompanhavam a tua foto naquele papel. Aquele encontro fugaz no meio da multidão fo...

Water Drops

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De tempos a tempos dou por mim a procurar os fragmentos que não encontro e por entre pingos de água gelada e os ventos escaldantes, tento não desistir dessa procura, e tento não desistir porque acredito que no final irei encontrar alguma coisa. Alguma coisa que valerá a penao esforço e a persistência [algo que nem sempre arranjo] e acho que se não acreditar nisso, então não estou aqui a fazer nada e uma existência em que não se faz nada e na qual nada se ambiciona, talvez nem se possa designar de "existência", mas somente de marcar uma presença. Dentro dum saco misturo tudo o que tenho, e tudo o que tenho pode-se resumir a boas qualidades e más qualidades e tento sempre que o resultado final seja o melhor possível, seja aquele que consiga agradar o maior número de pessoas que de uma forma ou doutra estão relacionadas comigo. Tenho tido muito sucesso? Nem por isso.... Talvez o meu saco esteja rasgado e eu esteja a perder fragmentos importantes. Alguém dizia uma frase com a qua...

Palavras ao acaso ou talvez não

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Pensava que já tinha mudado de "entretenimento" nesta minha visita ao parque de diversões, mas afinal vejo e sinto que ainda estou na montanha russa, onde a linha recta e a ligeira subida deram origem a uma descida acentuada e rápida, alternada com alguns pequenos saltos. Saltos esses tão agitados como um acervo de sentimentos a ferver dentro de um caldeirão de vidro, onde as bolhas se sobrepõem umas às outras tentando abrir caminho para fugir dali para fora. Até se aperceberem que não vale a pena lutar contra a temperatura que os exalta, pois o lugar dessas bolhas é ali dentro e quando uma tenta sair, vem logo outra atrás que a empurra para o fundo novamente. Assim será até a temperatura baixar..... Palavras que ficam ao acaso e que um dia pretendiam se transformar na representação escrita de um estado de espírito em constante mudança. Agora servem apenas de pretexto para serem mais um "post" se por ventura não se encaixarem no resultado final e corrente do dia de...

Fire of Antólia

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"Houve um fogo numa montanha imortal, Nemtut, cujo cume se estende até aos céus. Primeiramente tudo era fogo, toda a criação, e depois emerge das chamas com a linguagem sagrada do tempo e oferece-se ao Sol. No lugar onde o Este se reuniu com o Oeste, antes do primeiro memorando pela paz mundial no monte do fogo, em Anatólia. Prometheus trouxe o fogo à Humanidade e fluiu como um rio de luz através da terra, propagando-se e testando a vida." Ontem, durante fragmentos do meu tempo estive sentado perante um espectáculo que me levou para bem longe e nem foi preciso sair do lugar onde estava sentado. Fui para um lugar onde o mundo que estava lá fora ficou de parte durante aquele espaço de tempo e continua a ficar de parte durante o tempo que lá regresso através dos fragmentos que a memória conseguiu guardar. Estar no escuro e ser envolto no som da música, que só por si já é um bilhete válido para viajar para bem longe) e poder assistir a cerca de 30 pessoas a viverem a música e ao ...

Na ausência

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É na ausência de algo ou alguém que nos damos conta que tudo aquilo que temos (nem que seja um possuir aparente), ou que já tivemos, nos deixa a vaguear pelos devaneios do vazio quando a perdemos, quando não a conseguimos encontrar ou quando simplesmente está longe de nós. Assim como…. Na ausência de um olhar, podemos sentir-nos desencontrados. Na ausência de um abraço, podemos sentir-nos frios e frágeis. Na ausência de um beijo, podemos sentir-nos vazios. Na ausência de alguém para nos dar a mão, podemos sentir-nos desequilibrados e sem destino no meio de um labirinto. Na ausência de um amigo, podemos sentir-nos inadequados, inconsistentes e sós. Na ausência da(s) pessoa(s) que nos completa, podemos sentir-nos a cambalear e desamparados. Na ausência da confiança dos outros em nós, sentimo-nos tristes e desmotivados. .................. Poderia ficar aqui a tentar enumerar e descrever “N” coisas, em que na sua ausência, somos capazes de ficar num estado que não é o que entendemos por no...

Levanta e Sorri

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Eis as palavras que encontrei num dos comentários deixados aqui no meu blog e que são sinónimos de um conselho de alguém que certamente vê a vida como se se tratasse de uma tela de Monet, onde não falta a luz, cintilante e que aviva as águas de um lago, ou de um rio, que sorriem através de milhares de minusculos pontinhos luminosos que deixam apenas espaço para o reflexo das inúmeras cores da vida que por ali abundam e que dão forma a inúmeras texturas sólidas. Um conselho que deviamos seguir ao abrirmos os olhos pela manhã, ao cheirarmos um novo dia. Fazer de conta que é Domingo (por acaso hoje até é)! Gostaria de pegar nesse sentimento, nessa ideia, e a gravar isso no arranque do meu cérebro pela manhã, sobretudo para dar uso durante os dias da semana. Aqueles dias em que acordar para de seguida ir exactamente para onde não se quer ir, e ver quem não deixa saudades na sua ausência, aquele sitio onde tudo o que nos atrasa dá um passo de gigante, os segundos são minutos, os minutos sã...

And daylight comes and fades with the tide

Porque há músicas que não nos são indiferentes, ao ouvir essa de Beth Gibbons ( Portishead ), " Show ", aproveitei para deixar aqui umas palavras... Quantas são as vezes em que palavras dessas surgem nos nossos pensamentos sob a forma de uma questão ou de uma conclusão? Há dias que se passam que nem sequer nos deixam passar do "ontem" para o "hoje" porque nem tão pouco fomos capazes de deixar pegadas à entrada da porta ou onde quer que seja. Será que existiram e alguém as varreu?! Nesse constante e fervoroso "rolar de nuvens" não nos podemos esquecer que temos de nos encontrar e guiar ao longo do nosso "espectáculo" personificado no palco da vida com um guião contínuo e improvisado diariamente. Escrever isso, pode-se dizer é parar para pensar e fazer uma pausa no movimento da maré que varre as horas e os dias e não nos deixa senão com uma vaga memória para o dia de amanhã. O que é que há de bom nisso? Talvez conseguir não incluir ness...